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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Violentos protestos contra filme anti-Islã se propagam pelo mundo muçulmano


Afeganistão e Indonésia tiveram nesta segunda-feira seus primeiros protestos violentos, com centenas de manifestantes enfrentando a polícia com pedras e aos gritos de "Morte à América", em resposta ao filme anti-Islã que desencadeou uma onda de revolta no mundo muçulmano.
Uma pessoa morreu nesta segunda durante as manifestações no Paquistão.
Os novos episódios de violência são os mais recentes exemplos da fúria contra o filme anti-Islã produzido nos Estados Unidos e divulgado no YouTube que causou na semana passada manifestações contra símbolos americanos, incluindo embaixadas, em pelo menos 20 países, deixando um registro de 19 pessoas mortas até o momento, entre elas o embaixador americano em Benghazi, leste da Líbia.
Uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas durante um tiroteio entre a polícia e manifestantes em Warai, cidade do noroeste do Paquistão, situada perto da fronteira afegã.
Os manifestantes incendiaram uma delegacia, uma associação de jornalistas, a casa de um juiz e três carros. A polícia utilizou bombas de gás lacrimogêneo e fez disparos de advertência para dispersar a multidão.
As autoridades hospitalares confirmaram nesta segunda-feira a morte de um manifestante na véspera, durante as manifestações perto do consulado americano em Karachi (sul), capital econômica de Paquistão.
Também foram realizadas passeatas contra os Estados Unidos em Peshawar (noroeste) e Queta (oeste).
O primeiro-ministro paquistanês, Raja Pervez Ashraf, ordenou o bloqueio do acesso ao YouTube depois que o site "se negou a seguir o conselho do governo do Paquistão para remover o filme blasfemo".
Em Cabul, mais de mil afegãos protestaram e queimaram carros da polícia na estrada para Jalalabad, informou à AFP Mohamed Ayub Salangi, chefe de polícia.
Entre 40 e 50 policiais ficaram levemente feridos atingidos por pedras e paus, disse Salangi, que também sofreu ferimentos leves.
Um policial, que se identificou apenas como Hafiz, afirmou que os manifestantes também jogaram pedras em Camp Phoenix, uma base militar dos Estados Unidos na capital.
Em Jacarta, manifestantes jogaram bombas incendiárias e enfrentaram a polícia indonésia em frente à embaixada americana, gritando "Estados Unidos vão para o inferno!" no primeiro protesto violento contra o filme "A inocência dos muçulmanos" no país mais populoso do mundo muçulmano.
O porta-voz da polícia, Rikwanto, disse que as forças de segurança recorreram ao uso de bombas de gás lacrimogêneo, canhões de água e tiros de advertência, mas não indicou se foram disparadas balas reais.
Muitos manifestantes eram partidários de grupos radicais islamitas e usavam o mesmo traje branco muçulmano, disse um jornalista da AFP.
Em Sanaa, capital do Iêmen, foram realizadas marchas pacíficas. Centenas de estudantes pediram a expulsão do embaixador americano, convocaram um boicote aos produtos americanos e condenaram a presença de marines para proteger a embaixada.
Enquanto isso, cerca de 3.000 filipinos muçulmanos reunidos na praça da cidade de Marawi, no sul das Filipinas, queimaram bandeiras americanas e israelenses para expressar sua raiva contra o filme anti-Islã.

 Líder do Hezbollah faz aparição incomum 

 

No Líbano, o líder do grupo xiita libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, fez uma aparição incomum nesta segunda-feira, na qual criticou os Estados Unidos diante de milhares de partidários em uma manifestação.
Esta foi a quinta aparição pública do chefe desta poderosa formação islamita armada, que vive recluso desde o final da guerra em 2006, entre Israel e o Hezbollah, e seu primeiro discurso em público desde 2008.
Sua surpreendente aparição, que durou cerca de quinze minutos, provocou o delírio da multidão que se reuniu no subúrbio sul de Beirute, reduto do partido xiita para denunciar um filme islamofóbico que provocou manifestações de ira no mundo muçulmano e causou várias mortes.
"Não se trata de um movimento passageiro ou de algo espontâneo, mas sim do começo de uma mobilização séria que deve continuar em toda a nação islâmica para defender o profeta" Maomé, disse Nasrallah.
"Todo o nosso povo e nosso governo devem pressionar a comunidade internacional para que adote uma resolução internacional e leis nacionais que criminalizem todas as ofensas às religiões monoteístas e aos grandes profetas de Deus", acrescentou.
A Al-Qaeda na Península Arábica convocou ataques contra missões diplomáticas dos Estados Unidos no Oriente Médio e na África, e contra os interesses americanos no Ocidente.
Os Estados Unidos retiraram seus diplomatas do Sudão e da Tunísia e recomendaram que seus cidadãos não viajem para esses dois países.
Após as queixas, o Google bloqueou o acesso ao vídeo em Egito, Índia, Indonésia, Líbia e agora na Malásia, enquanto o governo restringiu o acesso ao YouTube no Afeganistão e Paquistão.

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